Os delegados da Polícia Federal (PF) decidiram cruzar os braços em uma mobilização nacional que promete paralisar as atividades da corporação por 82 horas. A paralisação, aprovada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), teve início nesta quarta-feira (25). Serviços essenciais, como a emissão de passaportes em todo o país, podem ser ainda mais impactados.
A decisão foi consolidada após uma Assembleia Geral Extraordinária realizada no último dia 20 de março, que reuniu 1.045 delegados associados. O movimento, batizado de “82 horas sem a PF”, obteve uma aprovação expressiva de 94,9% dos votos. Durante esse período, apenas atendimentos de emergência, como flagrantes e situações de violência ou grave ameaça à pessoa, serão mantidos pelos agentes.
A deliberação ocorre pela ausência de encaminhamento do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), projeto avaliado pela categoria como importante para o fortalecimento e valorização da Polícia Federal e para a ampliação da capacidade do Estado no enfrentamento ao crime organizado. A proposta do Fundo prevê a destinação de recursos oriundos do próprio crime para o financiamento da segurança pública, garantindo previsibilidade orçamentária e maior eficiência na atuação policial, sem a criação de novos impostos para a sociedade.
