Justiça subsitui preventiva de Eva Dantas e vice-prefeita de Turilândia por prisão domiciliar
A primeira-dama de Turilândia, Eva Dantas, e a vice-prefeita afastada, Tanya Mendonça, foram beneficiadas no início da tarde desta segunda-feira (26) por alvará de soltura expedido pela desembargadora Maria da Graça Soares Amorim.
A decisão foi motivada por pedidos de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Advogados de Eva Dantas e Tanya Mendonça alegaram que as clientes são mães de crianças menores de 12 anos, possuem bons antecedentes e não oferecem violência ou grave ameaça nos crimes investigados.
“No que concerne ao núcleo familiar de EVA MARIA OLIVEIRA CUTRIM DANTAS, mãe de três crianças, atualmente com 9 (nove) , 5 (cinco) e 3 (três) anos de idade, o Relatório Multiprofissional revela quadro sensível e cuidadosamente examinado pela equipe técnica”, destacou a magistrada ao citar também que desde a privação de liberdade da genitora, as crianças passaram a permanecer sob os cuidados da avó materna, de 51 anos de idade, com auxílio eventual de babás, o que tem garantido apenas o atendimento das necessidades instrumentais básicas.
“…é categórico ao apontar que Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas exercia papel central e insubstituível na organização do cotidiano familiar, sendo a principal responsável pela gestão da rotina diária, acompanhamento escolar, cuidados noturnos e regulação emocional das filhas”, avaliou a desembargadora.
“O laudo descreve impactos emocionais significativos nas crianças, especialmente na filha mais nova, M. P., de apenas três anos, a qual apresenta sinais evidentes de sofrimento psíquico decorrente do afastamento materno, tais como maior dependência emocional, alterações comportamentais, choro frequente e
manifestações regressivas compatíveis com reações à separação da figura de apego primário. As filhas mais velhas, por sua vez, demonstram retraimento emocional, isolamento e dificuldade de elaboração da ausência prolongada da mãe, que sempre foi presença constante e referência afetiva principal”, acrescentou.
Análise semelhante foi feita quanto a situação da filha da vice-prefeita, atualmente menor de 2 anos de idade.
“O laudo registra sinais claros e preocupantes de sofrimento psíquico na criança, tais como choro excessivo, alterações significativas no padrão de sono, prejuízos na alimentação, queda da imunidade e busca constante pela figura materna, inclusive mediante vocalizações e comportamentos de procura ativa pela mãe”, pontou Graça Amorim.
