O deputado federal, Aluísio Mendes, eleito pelo Maranhão para o quarto mandato na Câmara dos Deputados, reagiu nesta quinta-feira (22) a uma declaração feita por Luís Inácio Lula da Silva sobre a segurança pública do Brasil. Recentemente, o candidato à reeleição na Presidência da República disse que os Estados falharam nesse setor. Na avaliação de Aluísio Mendes, que já exerceu cargo de secretário dessa pasta, a afirmação do petista reflete uma omissão de responsabilidade.
“Quem legisla sobre a segurança pública são os Estados? Não. É a União. É o Congresso Nacional. Quem pode fazer alterações de leis e de propostas constitucionais na segurança pública é o Congresso Nacional que está ligado ao presidente da República. No Estado você não legisla sobre leis e o maior problema do Brasil hoje é a falta de investimento, responsabilidade do Governo Federal. E outra coisa: as leis brasileiras são as mais benevolentes do mundo. Responsabilidade de um Congresso que há 20 anos é comandado pela esquerda. Então, como é que [ele] pode responsabilizar os Estados?”, questionou.
A análise foi feita durante entrevista realizada no programa Diário Mais, da Rádio Mais FM, apresentado por Andrezza Cerveira e Osvaldo Maya que também abordaram o adiamento da PEC da Segurança Pública.
“O Brasil chegou ao nível de violência que chegamos hoje por causa da versão romantizada que a esquerda tem em relação ao crime, sempre achando que o bandido, o criminoso, é uma vítima da sociedade”, observou, ao listar também as vantagens para a aprovação da PEC.
“São R$ 6 bilhões de reais a mais na Segurança Pública da União. [A PEC propõe] endurecimento das penas. É o maior movimento desde a promulgação da Constituição brasileira”, destacou.
Semana passada, a PEC da Segurança Pública, foi retirada de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após apresentação de duas emendas. Uma pela senador Rogério Marinho (PL-RN), para a diminuição da maioridade penal de 18 para 14 anos, no caso de crimes hediondos, e a segunda, pelo senador Camilo Santana (PT-CE), com redução da maioridade de 18 para 16 anos, nesses casos.
“Não é mais concebível que tenhamos um país que tenha um jovem com a reponsabilidade do direito ao voto e quando comete crime de estupro, homicídio, latrocínio, não ser responsabilizado por isso”, opinou.
O deputado federal também criticou a postura adotada pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que decidiu adiar a decisão sobre a PEC da Segurança Pública.
“A maioria do Senado é que tinha que decidir isso e, não, ele unilateralmente. Tem coisas muito importantes na PEC da Segurança pública. Nós a aprovamos na Câmara Federal em julho e ela está parada há quase 4 meses no Senado sem nenhuma movimentação”, disse.
Lula e Flávio Bolsonaro
Aluísio Mendes comentou ainda sobre o encontro de bolsonaristas na região central de São Luís, com presença do deputado federal reeleito, Nikolas Ferreira, e uma multidão de apoiadores de Flávio Bolsonaro.
“Maior ato político do Maranhão. Foi muito emblemático o movimento de ontem. Fiquei muito emocionado com o que vi”, observou ao dizer que o evento ocorreu com adesão espontânea, sem mobilização de prefeituras e caravanas do interior.
Governo do Maranhão
Aluísio Mendes também comentou sobre a neutralidade de Eduardo Braide nas eleições presidenciais do Brasil. Ainda que defenda uma posição clara, disse que o governador eleito tem coerência.
“Deu certo pra ele. Ele foi votado tanto pela esquerda quanto pela direita. Ele, coerentemente, como não tomou partido na primeira eleição e teve voto nesses dois segmentos, optou por continuar nessa política de neutralidade e liberou seus aliados, tanto que seus dois senadores estão um em cada lado. Está sendo coerente e não está sendo oportunista”, avaliou.
Assembleia Legislativa
Ao ser perguntado sobre qual orientação deve fazer aos republicanos eleitos para a próxima legislatura, sugeriu o apoio ao novo Governo e, não, a oposição.
“Os palanques foram desarmados. Quem é maranhense, quem torce pelo Maranhão, tem que entender que nós temos que apoiar o governador porque é isso que o eleitor espera de nós. A campanha passou, a eleição acabou”, lembrou.
